Origem de cintilações difusas
Na constelação de todos os mistérios da essência,
Este é o corpo que me abriu as portas
À centelha do caos que inebria os sentidos
E eleva a alma à imensidão do sonho.
Foi este fulgor de carne e de cinza
Que abraçou as raízes do meu corpo entorpecido
Para que os silêncios mirrassem na minha alma
E o espírito pudesse crescer
Como espelho iluminado de todos os sentidos
E devoção transfigurada em eclipses de olhar.
Espelho de conflagrações silenciadas
Sacralizado no altar do sacrifício do meu sangue,
Este é o sonho que incendeia a minha vida
E eu sou todas as horas
No infinito que me ergueu árvore nua
De braços abertos contra a convulsão dos deuses.
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